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Navegar é preciso: diário de um educador!



 

 Volenti nihil difficile (1)


Aproveito minhas férias para voltar a escrever, em meu diário virtual, sobre temas ligados ao contexto político que vivemos no estado do Pará.


Tem me chamado atenção as últimas decisões tomadas pelo Poder Judiciário paraense, que nos tempos do tucanato, do governo do faz de contas, jamais moveu sequer uma ação contra o Poder Executivo, bem como a repercussão na imprensa das medidas que paralisaram obras estratégicas do governo popular, determinaram a indisponibilidade de bens de Secretárias de Estado e obrigaram o governo popular a demitir os seus últimos trabalhadores temporários, que em sua grande maioria foram contratados – sem questionamentos judiciais, nos governos de Almir Gabriel e Simão Jatene.


Alguém que tenha pelo menos meia dúzia dos 86 bilhões de neurônios que temos no cérebro deve desconfiar de como o Judiciário paraense, que não é exemplo de boa conduta pra ninguém, de uma hora para outra se transformou em um árduo defensor dos princípios da moralidade pública e dos interesses dos cidadãos, especialmente os mais pobres, que em geral levam anos para terem suas causas julgadas naquele poder.


Somente um anencéfalo acreditaria que as liminares concedidas a pedido do Ministério Público Estadual são desprovidas de intencionalidade política. Aliás, o Ministério Público não teve coragem de denunciar Almir Gabriel, o ex-governador do estado do Pará, como responsável pelo massacre no ocorrido no dia 17 de abril de 1996, na curva do "S", onde 155 policiais militares, divididos em duas tropas, cercaram e atacaram com armas de fogo uma manifestação de trabalhadores rurais sem terra que bloqueavam a estrada para reivindicar a realização da reforma agrária, e assassinaram 19 trabalhadores.


Um bom analista politico julgaria que as decisões tomadas em bloco pelo Juiz Marco Antonio Castelo Branco tem uma clara intenção política e visam paralisar obras importantes ligadas ao Projeto Via Metrópole e desqualificar ações como a distribuição de Kits escolares pela SEDUC, que em geral não são entendidas pela elite conservadora e pelo Partido da Imprensa Golpista paraense, que nunca colocaram os pés em uma única escola pública.


A liminar que determina a demissão dos temporários é muito enigmática. Nos doze anos do tucanato marajoara alguém lembra de alguma ação do Ministério Público do Estado do Pará que obrigasse o governo a demitir ou admitir trabalhadores temporários? Foi no governo popular que se realizou a maior quantidade de concursos públicos e substituição de servidores temporários, que se rompeu com o clientelismo eleitoral e permitiu a melhoria da qualidade do ensino público, através do acesso democrático de trabalhadores ao serviço público baseado no critério de competência profissional.


Ana Júlia teve de demitir funcionários com mais de 60 anos de idade, que dificilmente conseguirão uma nova oportunidade de emprego e quais medidas foram propostas pelo Poder Judiciário para responsabilizar aqueles que promoveram o clientelismo político e enganaram os servidores públicos? Pelo que sei quando Almir Gabriel não está dizendo asneiras descansa feliz no interior de São Paulo, enquanto Jatene continua se dedicando as suas pescarias.


O poder Judiciário do Estado do Pará mudou? Creio que não, mas apenas resolveu dar uma mãozinha a seus antigos aliados no pleito que se aproxima. Ainda bem que o estado do Pará não é Honduras e Belém não é Tegucigalpa.


A repercussão das medidas tomadas pelo Poder Judiciário no jornal da família Barbalho acabou revelando que o chamado Núcleo de Poder-NP que influencia as decisões da Governadora do Estado do Pará tem metido os pés pelas mãos.


O NP parece ter dificuldades em resolver problemas simples do mundo da política. Tanto Charles Alcântara, bem como o atual ocupante da Casa Civil Cláudio Puty parecem ter esquecido que na política os aliados que nos interessam são aqueles que possuem votos e voto é a moeda mais valiosa e cobiçada por alguém que tenha pretensão de chegar ou se manter no poder. Esqueceram, ainda, que políticos sem máquinas partidárias são como peixinhos fora d'agua, morrem rápido por falta de oxigênio e que alianças políticas são como casamentos quando mal administrados terminam inexoravelmente em divórcios litigiosos.


O que Ana Júlia e Núcleo de Poder precisam resolver urgentemente é se o PMDB continuará integrando a base aliada ou será desembarcado do governo, deixando assim, a sua base de apoio na Assembléia Legislativa. Não é mais possível continuar adiando decisões, alimentando desconfianças ou criando instabilidade que conduzam o governo popular a derrotas na ALEPA ou a desgastes desnecessários. É preciso, também, unificar o próprio partido da governadora e fazer todas as repactuações necessárias, inclusive com eventuais substituições de Secretários para que o PT marche unido nas eleições que se avizinham.


Mas é preciso tomar  decisões e fazer as  opções corretas...


Uma coisa é certa, na política não se pode tratar aliados como adversários, ou se desprezar um partido com a capilaridade e influência que o PMDB tem no estado do Pará, principalmente quando a avaliação do governo popular não é a mesma do presidente LULA.

Nota (1) A quem quer, nada é difícil.




Escrito por luiscavalcante às 19h40
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Ideologia: preciso de uma para viver!



Hoje é o meu primeiro dia de férias.



Depois de amanhã (03/07/2009) comemorarei os meus 49 nove anos de vida. A festa será bem singela, haverá apenas almoço com a participação de alguns colegas de trabalho e dos poucos amigos que conseguir agregar na vida.



Em matéria de conquistar amigos sou um fracasso. Mas meu fracasso às vezes se revela uma vantagem, pois assim não tenho que perdê-los ou me decepcionar com eles(as).



Nunca imaginei como seria a festa dos meus 49 anos. Aliás, nunca tive problema com a ideia de envelhecer. A vida é um ciclo e é tão bonita. Sinceramente gosto de ver no espelho meus cabelos brancos. Que bacana. Cheguei aonde muito dos meus companheiros de infância ou adolescência não conseguiram. Infelizmente!



Lembro-me que quando era um adolescente imaginava como seria a minha vida de adulto, a mulher que eu iria amar e, principalmente, como seria meu filho.



Sonhei várias noites com este momento!



Maria - que conheci em uma assembléia de professores(as), sempre foi uma companheira extraordinária, meu ponto de equilíbrio.



Yuri, meu filho, cresceu e hoje está concluindo seu curso universitário. É usuário software livre e não herdou as orelhas grandes do pai. Não sou um pai coruja, mas meu menino se tornou um homem muito bonito, sensível e inteligente. Puxou a mãe!!!



Fui um jovem rebelde, um militante que lutou pela a redemocratização do meu país e pelas liberdades que, finalmente, acabamos conquistando.

 

Sinceramente não há coisa melhor no mundo que a democracia, ainda, com suas imperfeições, com suas eleições que podem ser influenciadas pelo poder econômico, pelas máquinas partidárias e pelo poder das mídias tradicionais e decadente.



Ainda, que as liberdades democráticas e os direitos assegurado a boa parcela de nosso povo seja uma formalidade, a democracia é uma conquista, também, das camadas populares e pode ser radicalizada e aperfeiçoada.



Você leitor deve concluir - a partir dessa afirmação, que o jovem radical e revolucionário virou reformista-pacifista.



Tem toda razão!

 

Que bom, que ao completar 49 anos de idade, veja o Brasil ser governado por um operário que é uma referência no mundo pelo seu carisma e pelos programas sociais que implantou ou melhorou.



Que bom que um descendente da etnia aymará governe a Bolívia e que Hugo Chaves seja o Presidente da Venezuela.



Que bom, também, que a imprensa tradicional já não seja mais o terceiro poder no Brasil e no mundo, pois hoje nós temos os blogues (e outras ferramentas paridas pela internet) que felizmente vêm ocupando um espaço alternativo importante na formação da opinião pública.



Munidos dessas novas ferramentas podemos produzir nossos próprios conteúdos, argumentos e juízos de valores.



Que bom que ao completar mais um ano de vida constato que o meu país melhorou muito, que temos muito problemas para resolver, seja na educação, saúde ou no combate a injusto modelo de distribuição de renda.



Que bom, ainda, que para que o Brasil melhorasse não foi necessário realizar uma revolução armada que levasse “a classe operária ao paraíso”.



Aos 49 anos de idade a única revolução desejável e que estou realmente envolvido é a revolução educacional.



A melhoria da infraestrutura de nossas escolas, dos salários dos educadores, o desenvolvimento de uma cultura de paz, a introdução das chamadas novas tecnologias educacionais, o uso de softwares livres, a construção de um ensino crítico e libertador são causas que eu continuarei defendendo nos próximos 31 anos de minha existência.



Quando completar 80 aninhos celebrarei – com os poucos amigos que restarem, a conquista da dignidade com ensino público de qualidade.



Tenho certeza e paciência.....



Lembro que muitas vezes na vida a letra da música Ideologia de Cazuza e Frejat foi uma realidade para aquele jovem sonhador, mas o tempo sempre nos reserva surpresas, o tempo é o senhor de tudo...



Alguns dos meus amigos chegaram ao poder. Ao vê-los tão diferentes, tão emplumados cheguei a conclusão que o poder só evidencia o que temos de pior, de egoísta e prepotente. Ele não nos faz mau, mas apenas dar vazão aos nossos sentimentos mais mesquinhos.





(Ideologia)

“Meu partido
É um coração partido
E as ilusões
Estão todas perdidas
Os meus sonhos
Foram todos vendidos
Tão barato
Que eu nem acredito
Ah! eu nem acredito…

Que aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Frequenta agora
As festas do “Grand Monde”…



Meus heróis
Morreram de overdose
Meus inimigos
Estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma prá viver
Ideologia!
Eu quero uma prá viver




Escrito por luiscavalcante às 11h16
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Lula e o software livre

O Governo Popular do Estado do Pará tem muito a aprender sobre software livre com o governo de Luis Inácio da Silva.

Um dia desses precisamos realizar um curso sobre Domínio Publico e o Portal do Professor na Escola de Governo do Estado do Pará e não foi surpresa encontrarmos somente um conhecido sistema operacional proprietário instalado nos computadores daquela instituição, apesar da célebre decisão da COSITE afirmar que a prioridade do governo é o uso de sistemas de códigos livres.

Leia o que Lula falou sobre a Microsoft e liberdade em um encontro sobre software livre realizado em Porto Alegre:

Economia

Lula falou sobre as iniciativas adotadas para a área do software livre --o governo afirma ter economizado R$ 372 milhões com a adoção desse tipo de plataforma. Segundo Lula, houve uma "tensão imensa" entre os que defendiam a adoção do software livre e os contrários à ideia.

"Nós tínhamos que escolher: ou nós íamos para a cozinha preparar o prato que nós queríamos comer, com os temperos que nós queríamos colocar e dar um gosto brasileiro na comida, ou nós iríamos comer aquilo que a Microsoft queria vender para a gente. Prevaleceu, simplesmente, a ideia da liberdade", afirmou o presidente, no discurso.

Ele também ressaltou as mudanças sociais geradas pela informatização da sociedade, mas afirmou ser "analfabeto nesta questão da internet". "Meus filhos são todos doutores perto de mim", afirmou o presidente. "É a primeira vez que os netos são mais sabidos do que os avós."

 

Cristiano Sant´Anna/indicefoto.com Lula discursa em Porto Alegre; presidente defendeu escolha pelo software livre como forma de estimular a economia e a liberdade no país


 

 

 

 

 

 

 

 

Bem que Ana Júlia deveria seguir seu exemplo!!!!!

 

Fonte do texto: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u587191.shtml


 



Escrito por luiscavalcante às 20h23
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