O que no dia de hoje daria de presente as nossas crianças? Tantas coisas e tão poucas eu poderia dar a cada criança do mundo.
Daria a paz, a realização dos seus direitos. O respeito. Um bom pai, uma mãe amorosa. Livros, poesias que toquem seus corações e agucem sua criatividade.. Daria o menino que fui. Os mimos que dei ao meu filho. Daria os presentes, os valores, a educação, a dedicação de um pai que ensina o filho voar semelhante a um passarinho. Daria um aviãozinho de papel, um brinquedo de miriti, um sorvete de chocolate, uma bola de futebol, uma boneca de pano, um carrinho de lata de azeite.
Daria as noites de insônia, a preocupação, a primeira festa de aniversário. O primeiro beijo, uma guitarra, um computador, um diário, belas lições sobre a paixão e o mundo. Daria a minha experiência, a alegria dos primeiros passos de menino. Daria o sol, as estrelas, o vento, o caminho, a estrada de tijolos amarelos que leva a felicidade. Daria Robinson Crusier, O Pequeno Príncipe, João e o Pé de Feijão, a imaginação de Júlio Verne, a Emília do Sitio do Pica Pau Amarelo e o Emílio de Rousseau.
Daria a voz, a manifestação, a terra para quem trabalha nela, a sala de aula, a pedagogia crítica, um professor(a) criativo, a imaginação, uma sala de informática, o Gnu-Linux, uma flor para atirar no gato, um soldadinho de chumbo, o nariz do Pinóquio, uma gata borralheira, uma fada madrinha, uma magia e o relógio de Cinderela.
Daria a alegria da comemoração do primeiro aniversário. Os conselhos de um pai preocupado, que agora não dorme esperando a volta do filho. Daria uma “palmadinha” por aquela nota desastrada e beijo pelas vitórias conquistadas. Daria a paz, um brinquedo, um velocípede para trilhar a estrada da vida. Uma viagem, uma proposta de trabalho, um projeto de vida. Daria um sonho e o desejo de transformar o mundo. Daria o ar e as pipas para empinar.
Daria a noites de verão, as ondas, as belas praias, as baladas, um vídeo game, uma camisa do meu time preferido, um chaveiro colorido. Daria a alquimia, uma fórmula mágica para que todos continuassem eternamente meninos(as). Daria a angustia de Drummond diante do filho. Daria os mais belos versos, as mais lindas músicas, os erros, os acertos, a filosofia existencialista.
Daria o show dos Guns Roses, Beatlles e Rollings Stones, uma Rosa de Hiroshima, a Aquarela de Toquinho. Daria a força, o sucesso, a maturidade, a responsabilidade, o sorriso de Hary Poter. Daria a simplicidade, ternura, a inocência de todos os meninos(as) do mundo. Daria a fé que nos faz acreditar que um outro mundo é possível!!!
Finalmente, daria a todas as crianças do mundo, a força, coragem, alegria e a perseverança dos meninos(as) do Projeto Prosseguir do Hospital Ophir Loyola.
Desculpe, esqueci que domingo, o9 de agosto de 2009, se comemora o dia dos pais e por isso não tive tempo para escrever uma mensagem para o blog.
Pensei, então, que seria ótimo que meu filho esquecesse desta data, também.
Detesto receber presentes, tudo vira comércio. Camisas, celulares, dispositivos eletrônicos, tudo pode ser dispensável.
Imagino que o único presente que eu queria ganhar tu já me deste: os mil motivos que eu tenho para me orgulhar de você.
Filho, não compre nada !
Me dê apenas, a cada dia, mil motivos para lembrar do primeiro dia que vi teus olhos se abrirem. Você estava assustado, eu perdido, afinal tudo era muito novo.
Você teria que conhecer o mundo e eu precisava aprender a ser pai.
Filho não compre nada. Somente deixe eu admirar você.
Sua vida é tão linda…
Filho não compre nada, porque eu te amo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Dedico a todos os pais a canção Cat Stevens. O Senador Eduardo Suplicy me fez lembrar desta bela canção:
Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muita vez desperto E abro as janelas, pálido de espanto …
Olavo Bilac
Estamos sós no universo? Esta é a inevitável pergunta que preciso fazer após ter regressado de uma expedição realizada a cidade de Colares, localizada a 110 quilômetros de Belém.
Colares é uma cidade pequena, bonita e muito misteriosa. Tem aproximadamente 11 mil habitantes e fica localizada na mesorregião do nordeste paraense, possui uma bonita praia que é cortado por um igarapé de águas turvas. Mas o que mais chama atenção de quem visita a cidade são os relatos de seus moradores sobre a aparição de OVNIs (objetos voadores não identificados).
Eu e minhas sobrinhas Mayra, Marisa e Mayara organizamos uma expedição para Colares que denominamos de operação garfo - uma alusão a missão comandada pelo Capitão Hollanda da Força Aérea Brasileira denominada de Operação Prato, que na década de 70 investigou atividades de objetos estranhos, que emitiam forte luzes de diversas cores e segundo os moradores chupavam o sangue dos habitantes da ilha.
Nosso objetivo era entrevistar e gravar depoimentos de nativos da ilha sobre as estranhas aparições que marcam a vida e a história daquela tão “pacata” cidade. Vários moradores nos narraram que foram atacados pelo Chupa-chupa, como são conhecidos os estranhos objetos que sobrevoam o lindo céu iluminado por milhares de estrelas, que pode ser visto de Colares.
Segundo o ufólogo Beto Freitas, que reside em Colares há quinze anos, estudioso dos fenômenos de avistamentos de OVNIs e um dos principais responsáveis pelo resgate histórico da Operação Prato, que possui cópias de documentos que estão em poder do governo brasileiro e fitas gravadas com depoimentos do Capitão Hollanda, seu colega de ginásio, onde o comandante da operação realizada pela Aeronáutica confessa a vericidade dos relatos dos moradores e descreve, inclusive, um contato imediato que teve com um extraterrestre.
Após várias tentativas marcadas por desencontros eu e minhas corajosas sobrinhas, conseguimos localizar uma das ultimas vitimas, ainda, vivas do inusitado ataque do chupa-chupa. Trata-se do senhor Newton Cardoso, um senhor simples, que possui uma memória incrível do fato que mudaria sua vida: o ataque que sofreu do chupa-chupa.
Sentado em frente a sua casa e mostrando uma certa desconfiança, pois já foi vitima de uso indevido de sua imagem, nos relatou o seguinte: ¨Quando o chupa-chupa começou a atacar Colares causando um grande pânico entre os moradores, fiquei com medo e resolvi fugir para a casa de minha namorada, localizada em uma vila distante do centro da cidade de Colares. Enquanto dormia tranquilamente, fui atacado pelo chupa-chupa e desmaiei imediatamente, depois de uma hora fui acordado pela minha namorada e minha atual esposa. Foi quando descobri que tinha sido atacado no pescoço pelo chupa-chupa que retirou muito sangue do meu corpo¨.
O senhor Newton relatou que ficou uma semana sem dormir, um mês se sentindo fraco e traumatizado. Nos surpreendeu, ainda, com a seguinte frase: ¨Se o chupa-chupa resolver voltar eu cavarei um buraco e me esconderei lá¨.
Tal assertiva demonstra o pavor que a população de Colares sente quando pensa que o chupa-chupa pode voltar e fazê-la reviver o pânico ocorrido na cidade na década de 70. Esta medo parece ser alimentado pelo avistamento de OVNIs, em localidades próximas a Colares.
O Chupa-chupa estaria voltando?
Uma parcela da população local tem utilizado da história dos avistamento dos OVNIs para impulsionar o turismo na cidade de Colares.
Lojas, comércios, hotéis, roupas, residências de moradores da ilha ostentam desenhos e pinturas associadas ao episódio do aparecimento de ETs na cidade. As pinturas mostram os Extraterrestres juntos com os personagens da cultura popular local, como a cobra grande, boto, mãe d'água e retratam, inclusive, pontos turísticos de Colares.
Como afirmava Shakespeare existe mais mistérios entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia imagina. Nós da Operação Garfo preferimos imaginar Colares como um polo de atração turística, rica em tradições culturais, linda, misteriosa a despertar nossas fantasias, curiosidades e capaz de nos instigar a pensar sobre a possibilidade de não estarmos sós neste imenso e maravilhoso universo.
Carpe diem quam minimum credula postero, diria Horácio.*
Eu te digo pra não nutrir sentimento de remorso. Em plutão a duração do dia é 6 dias 9 horas e 17 minutos terrestres, mas você precisa apenas de dezessete minutos de felicidade.
Colha o dia. Sua felicidade não pode depender do estado de espírito do mundo inteiro, da felicidade de todos os seres do mundo.
Para de se preocupar com que os outros pensam. Aproveite a vida, o sol, a brisa. É tão fácil ser feliz. Pra que complicar as coisas. Aproveite o tempo, afinal você tem direito a felicidade…
Deus, ainda, te dará muitos verões, então porque não aproveitar apenas um. Aproveite o sol para fazer tudo que precisa ser feito. Deixe as preocupações sempre para o dia de amanhã. Aproveite o dia, pois você não vai reformar o mundo.
Seja sábio, reveja os seus valores e replaneje toda a sua vida. Lembre você tem direito de ser feliz. Confie que o sol nascerá amanhã e que o mundo não precisa ser melhor pra você alcançar a felicidade.
Carpie diem.
Reescale sua esperança. Conserte apenas o que você pode resolver. Não sofra por antecipação. Aproveite a vida. Amanhã haverá nuvens no céus e os beija-flores baterão as asas. Eles com seus bicos alongados continuarão se alimentação à base de néctar. Tem sido assim a milhares de anos.
Colhe o dia, confia o mínimo no amanha!!! Não espere o amanhã para alcançar a felicidade. Não complique a vida, apenas usufrua de tudo de belo que ela nos pode ofertar. Não espere que todos no mundo sejam felizes para se sentir realizado. Aproveite o hoje, o agora, aproveite o tempo, aproveite o segundo.
Seja indiferente à dor,aos males e agruras da vida.
Para ser feliz basta aprender apenas a lição ensinada por Horácio: “Mesmo enquanto falamos, o tempo ciumento está fugindo de nós”. A vida esta fugindo de nós. Então aproveite a vida companheiro(a)!!!!
* Colhe o dia, confia o mínimo no amanhã.
Imagem: http://blog.uncovering.org/archives
O texto de Horácio
Colhe o dia, confia o mínimo no amanhã
Não perguntes, saber é proibido, o fim que os deuses
darão a mim ou a você, Leuconoe, com os adivinhos da Babilônia
não brinque. É melhor apenas lidar com o que se cruza no seu caminho
Se muitos invernos Júpiter te dará ou se este é o último,
que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar
Tirreno: seja sábio, beba o seu vinho e para o curto prazo
reescale as suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciumento
Aproveito minhas férias para voltar a escrever, em meu diário virtual, sobre temas ligados ao contexto político que vivemos no estado do Pará.
Tem me chamado atenção as últimas decisões tomadas pelo Poder Judiciário paraense, que nos tempos do tucanato, do governo do faz de contas, jamais moveu sequer uma ação contra o Poder Executivo, bem como a repercussão na imprensa das medidas que paralisaram obras estratégicas do governo popular, determinaram a indisponibilidade de bens de Secretárias de Estado e obrigaram o governo popular a demitir os seus últimos trabalhadores temporários, que em sua grande maioria foram contratados – sem questionamentos judiciais, nos governos de Almir Gabriel e Simão Jatene.
Alguém que tenha pelo menos meia dúzia dos 86 bilhões de neurônios que temos no cérebro deve desconfiar de como o Judiciário paraense, que não é exemplo de boa conduta pra ninguém, de uma hora para outra se transformou em um árduo defensor dos princípios da moralidade pública e dos interesses dos cidadãos, especialmente os mais pobres, que em geral levam anos para terem suas causas julgadas naquele poder.
Somente um anencéfalo acreditaria que as liminares concedidas a pedido do Ministério Público Estadual são desprovidas de intencionalidade política. Aliás, o Ministério Público não teve coragem de denunciar Almir Gabriel, o ex-governador do estado do Pará, como responsável pelo massacre no ocorrido no dia 17 de abril de 1996, na curva do "S", onde 155 policiais militares, divididos em duas tropas, cercaram e atacaram com armas de fogo uma manifestação de trabalhadores rurais sem terra que bloqueavam a estrada para reivindicar a realização da reforma agrária, e assassinaram 19 trabalhadores.
Um bom analista politico julgaria que as decisões tomadas em bloco pelo Juiz Marco Antonio Castelo Branco tem uma clara intenção política e visam paralisar obras importantes ligadas ao Projeto Via Metrópole e desqualificar ações como a distribuição de Kits escolares pela SEDUC, que em geral não são entendidas pela elite conservadora e pelo Partido da Imprensa Golpista paraense, que nunca colocaram os pés em uma única escola pública.
A liminar que determina a demissão dos temporários é muito enigmática. Nos doze anos do tucanato marajoara alguém lembra de alguma ação do Ministério Público do Estado do Pará que obrigasse o governo a demitir ou admitir trabalhadores temporários? Foi no governo popular que se realizou a maior quantidade de concursos públicos e substituição de servidores temporários, que se rompeu com o clientelismo eleitoral e permitiu a melhoria da qualidade do ensino público, através do acesso democrático de trabalhadores ao serviço público baseado no critério de competência profissional.
Ana Júlia teve de demitir funcionários com mais de 60 anos de idade, que dificilmente conseguirão uma nova oportunidade de emprego e quais medidas foram propostas pelo Poder Judiciário para responsabilizar aqueles que promoveram o clientelismo político e enganaram os servidores públicos? Pelo que sei quando Almir Gabriel não está dizendo asneiras descansa feliz no interior de São Paulo, enquanto Jatene continua se dedicando as suas pescarias.
O poder Judiciário do Estado do Pará mudou? Creio que não, mas apenas resolveu dar uma mãozinha a seus antigos aliados no pleito que se aproxima. Ainda bem que o estado do Pará não é Honduras e Belém não é Tegucigalpa.
A repercussão das medidas tomadas pelo Poder Judiciário no jornal da família Barbalho acabou revelando que o chamado Núcleo de Poder-NP que influencia as decisões da Governadora do Estado do Pará tem metido os pés pelas mãos.
O NP parece ter dificuldades em resolver problemas simples do mundo da política. Tanto Charles Alcântara, bem como o atual ocupante da Casa Civil Cláudio Puty parecem ter esquecido que na política os aliados que nos interessam são aqueles que possuem votos e voto é a moeda mais valiosa e cobiçada por alguém que tenha pretensão de chegar ou se manter no poder. Esqueceram, ainda, que políticos sem máquinas partidárias são como peixinhos fora d'agua, morrem rápido por falta de oxigênio e que alianças políticas são como casamentos quando mal administrados terminam inexoravelmente em divórcios litigiosos.
O que Ana Júlia e Núcleo de Poder precisam resolver urgentemente é se o PMDB continuará integrando a base aliada ou será desembarcado do governo, deixando assim, a sua base de apoio na Assembléia Legislativa. Não é mais possível continuar adiando decisões, alimentando desconfianças ou criando instabilidade que conduzam o governo popular a derrotas na ALEPA ou a desgastes desnecessários. É preciso, também, unificar o próprio partido da governadora e fazer todas as repactuações necessárias, inclusive com eventuais substituições de Secretários para que o PT marche unido nas eleições que se avizinham.
Mas é preciso tomar decisões e fazer as opções corretas...
Uma coisa é certa, na política não se pode tratar aliados como adversários, ou se desprezar um partido com a capilaridade e influência que o PMDB tem no estado do Pará, principalmente quando a avaliação do governo popular não é a mesma do presidente LULA.
Depois de amanhã (03/07/2009) comemorarei os meus 49 nove anos de vida. A festa será bem singela, haverá apenas almoço com a participação de alguns colegas de trabalho e dos poucos amigos que conseguir agregar na vida.
Em matéria de conquistar amigos sou um fracasso. Mas meu fracasso às vezes se revela uma vantagem, pois assim não tenho que perdê-los ou me decepcionar com eles(as).
Nunca imaginei como seria a festa dos meus 49 anos. Aliás, nunca tive problema com a ideia de envelhecer. A vida é um ciclo e é tão bonita. Sinceramente gosto de ver no espelho meus cabelos brancos. Que bacana. Cheguei aonde muito dos meus companheiros de infância ou adolescência não conseguiram. Infelizmente!
Lembro-me que quando era um adolescente imaginava como seria a minha vida de adulto, a mulher que eu iria amar e, principalmente, como seria meu filho.
Sonhei várias noites com este momento!
Maria - que conheci em uma assembléia de professores(as), sempre foi uma companheira extraordinária, meu ponto de equilíbrio.
Yuri, meu filho, cresceu e hoje está concluindo seu curso universitário. É usuário software livre e não herdou as orelhas grandes do pai. Não sou um pai coruja, mas meu menino se tornou um homem muito bonito, sensível e inteligente. Puxou a mãe!!!
Fui um jovem rebelde, um militante que lutou pela a redemocratização do meu país e pelas liberdades que, finalmente, acabamos conquistando.
Sinceramente não há coisa melhor no mundo que a democracia, ainda, com suas imperfeições, com suas eleições que podem ser influenciadas pelo poder econômico, pelas máquinas partidárias e pelo poder das mídias tradicionais e decadente.
Ainda, que as liberdades democráticas e os direitos assegurado a boa parcela de nosso povo seja uma formalidade, a democracia é uma conquista, também, das camadas populares e pode ser radicalizada e aperfeiçoada.
Você leitor deve concluir - a partir dessa afirmação, que o jovem radical e revolucionário virou reformista-pacifista.
Tem toda razão!
Que bom, que ao completar 49 anos de idade, veja o Brasil ser governado por um operário que é uma referência no mundo pelo seu carisma e pelos programas sociais que implantou ou melhorou.
Que bom que um descendente da etnia aymará governe a Bolívia e que Hugo Chaves seja o Presidente da Venezuela.
Que bom, também, que a imprensa tradicional já não seja mais o terceiro poder no Brasil e no mundo, pois hoje nós temos os blogues (e outras ferramentas paridas pela internet) que felizmente vêm ocupando um espaço alternativo importante na formação da opinião pública.
Munidos dessas novas ferramentas podemos produzir nossos próprios conteúdos, argumentos e juízos de valores.
Que bom que ao completar mais um ano de vida constato que o meu país melhorou muito, que temos muito problemas para resolver, seja na educação, saúde ou no combate a injusto modelo de distribuição de renda.
Que bom, ainda, que para que o Brasil melhorasse não foi necessário realizar uma revolução armada que levasse “a classe operária ao paraíso”.
Aos 49 anos de idade a única revolução desejável e que estou realmente envolvido é a revolução educacional.
A melhoria da infraestrutura de nossas escolas, dos salários dos educadores, o desenvolvimento de uma cultura de paz, a introdução das chamadas novas tecnologias educacionais, o uso de softwares livres, a construção de um ensino crítico e libertador são causas que eu continuarei defendendo nos próximos 31 anos de minha existência.
Quando completar 80 aninhos celebrarei – com os poucos amigos que restarem, a conquista da dignidade com ensino público de qualidade.
Tenho certeza e paciência.....
Lembro que muitas vezes na vida a letra da música Ideologia de Cazuza e Frejat foi uma realidade para aquele jovem sonhador, mas o tempo sempre nos reserva surpresas, o tempo é o senhor de tudo...
Alguns dos meus amigos chegaram ao poder. Ao vê-los tão diferentes, tão emplumados cheguei a conclusão que o poder só evidencia o que temos de pior, de egoísta e prepotente. Ele não nos faz mau, mas apenas dar vazão aos nossos sentimentos mais mesquinhos.
(Ideologia)
“Meu partido É um coração partido E as ilusões Estão todas perdidas Os meus sonhos Foram todos vendidos Tão barato Que eu nem acredito Ah! eu nem acredito…
Que aquele garoto Que ia mudar o mundo Mudar o mundo Frequenta agora As festas do “Grand Monde”…
Meus heróis Morreram de overdose Meus inimigos Estão no poder Ideologia! Eu quero uma prá viver Ideologia! Eu quero uma prá viver